Projeto de extensão: Canteiro Modelo São Chico
O Canteiro Modelo de Conservação busca estabelecer condições para que as instituições públicas e a sociedade se articulem adequadamente, potencializando um ao outro com vistas a garantir sua atuação na conservação do patrimônio cultural. Com base na experiência acumulada pelo IPHAN ao longo dos seus 86 anos de atuação, verifica-se, resumidamente, três grandes desafios para a conservação do Patrimônio Material tombado pelo IPHAN, para os quais os Canteiros Modelos de Conservação se apresentam como ferramentas de superação:
REPOSICIONAR as ações de conservação de bens culturais tombados diante da precariedade socioeconômica instalada no Brasil;
DEMOCRATIZAR os investimentos públicos na conservação do patrimônio cultural material brasileiro e, finalmente,
QUALIFICAR as ações de conservação do patrimônio cultural material brasileiro.
O projeto de Extensão proposto visa a implantação do PROJETO CONVIVER – Canteiro de Preservação do Patrimônio na UFSC, para a realização de ações de assistência técnica pública e gratuita para o desenvolvimento, capacitação e qualificação de intervenções de conservação e restauro de bens tombados pelo IPHAN em Santa Catarina, especificamente voltado para o Centro Histórico de São Francisco do Sul. As ações da Extensão em apreciação se baseiam em experiências de Canteiros Modelo de Preservação pregressas e em desenvolvimento em outras instituições federais de ensino, e se aplicam a partir do Departamento de Arquitetura da UFSC considerando que já existe um ecossistema de pesquisa e extensão implementado como consequência de ações anteriores e contínuas de uma equipe de professores na interação com os agentes envolvidos: prefeituras, IPHAN-SC e sociedade, com objetivos diversos.
Neste contexto, a Extensão desdobra-se a partir de quatro eixos estruturantes:
Revisão de dados edilícios, urbanos e sociais;
Elaboração de projetos de arquitetura e engenharia para intervenção em imóveis selecionados;
Implantação da oficina de conservação (suporte e execução de obras e serviços de conservação de bens tombados); e
Ações de difusão e disseminação de conhecimento.
Almeja-se alcançar, desta forma, um público que compreende a comunidade acadêmica, instituições e agentes sociais interessados na preservação do patrimônio cultural, mas sobretudo proprietários e moradores de áreas históricas protegidas.
